Na manhã de terça-feira, 9 de junho, a SoftExpert realizou um webinar dedicado a um dos temas mais importantes no mercado corporativo contemporâneo: o uso de agentes de inteligência artificial na gestão de projetos. O evento contou com a presença de Bruno Matheus Bernardo, Coordenador de Serviços da SoftExpert, e Joao Pedro Bervalt, Líder On-demand Development da SoftExpert, que discutiram como organizações podem reduzir esforço operacional e ganhar previsibilidade na condução de seus projetos.
Menos trabalho operacional, mais antecipação de problemas
A apresentação endereçou um importante problema enfrentado por gestores de projetos atualmente: uma parcela significativa do dia é gasta em tarefas que não precisariam ser manuais, como atualizar cronogramas, gerar relatórios de status, cobrar pendências, cruzar dados de fontes diferentes. Bruno e Matheus mostraram como agentes de IA podem assumir boa parte desse trabalho de forma autônoma, liberando a equipe para o que realmente importa.
Além disso, ilustraram como agentes de IA configurados para monitorar padrões de risco conseguem identificar riscos problemas e antecipar problemas antes que eles virem atrasos ou estouros de orçamento.
A demonstração ao vivo: quatro cenários práticos
Um dos pontos altos da apresentação foi a demonstração prática. João Pedro apresentou quatro situações com o agente rodando sobre uma base de projetos real.
No primeiro cenário, o agente foi consultado sobre o status geral dos projetos. Em segundos, forneceu um resumo com fases, datas planejadas, recursos envolvidos e atividades em andamento, com todas as informações escritas de forma natural e sem a necessidade de abrir relatórios ou saber navegar no sistema. Em seguida, demonstrou a habilidade do agente para identificar tarefas atrasadas, mapear as dependências em cadeia e apontar quais entregas seriam afetadas e por quê.
Já o terceiro cenário partiu de um problema concreto: um colaborador precisou se ausentar. O agente cruzou os projetos em que ele estava alocado e sugeriu substitutos com perfil compatível, baseado no histórico de integrações similares.
Por fim, mostrou recursos visuais gerados pelo agente. O programa forneceu um gráfico de Gantt completo e um relatório de atividades não iniciadas, direto na tela, sem necessidade de um analista de BI ou de uma query específica.
"A pessoa não precisa conhecer todos os caminhos do sistema. Ela faz uma pergunta como faria para um colega", resumiu Bruno.
"Ele não vai substituir o gerente de projetos"
Uma das perguntas mais recorrentes nos chats de demonstração é sobre substituição de profissionais. A resposta dos dois foi direta: o agente não toma decisões, não edita cronogramas por conta própria e não inventa dado que não existe no sistema. Ele informa, analisa e sugere.
"O ser humano fica no controle. O agente faz o trabalho de análise enquanto o gestor toma as decisões", disse João Pedro.
Bruno complementou que, na prática, o que muda é a qualidade das decisões, que se tornam mais rápidas e mais fundamentadas.
