O dia 28 de abril desse ano marcou a data de estreia da websérie “Cultura de Riscos”, idealizada e produzida pela SoftExpert. A sessão, conduzida por Jacson Carlos Guadagnin, Consultor de Soluções Financeiras da SoftExpert, e Daniela de Souza, da área de Desenvolvimento de Novos Negócios, teve cerca de uma hora de duração e reuniu profissionais interessados em entender como a IA pode, na prática, tornar a gestão de riscos mais ágil e menos reativa.
O episódio destacou como a maioria das organizações ainda detecta riscos tarde demais, depende de revisões manuais e carece de visibilidade sobre ameaças externas. A pergunta que guiou o debate foi simples: como a IA resolve isso?
O diagnóstico: por que a gestão de riscos tradicional já não é suficiente
Empresas trabalham com volumes crescentes de dados, regulações em constante mudança e um ambiente externo cada vez mais imprevisível. O problema, então, não é falta de informação, mas a falta de capacidade para processar essa informação em tempo real.
A gestão de riscos tradicional, apoiada em planilhas, reuniões periódicas e auditorias pontuais, foi construída para um ritmo de negócios que já não existe. Hoje, um risco regulatório pode surgir com a publicação de uma norma, um risco operacional pode emergir de um fornecedor do outro lado do mundo, e um risco reputacional pode se tornar crise em horas.
A IA entra justamente para preencher essa lacuna: monitorar, cruzar dados e sinalizar problemas antes que eles se tornem incidentes.
O que ficou claro sobre implementação
A parte mais importante da sessão, pelo menos para quem está pensando em dar o próximo passo, foi a discussão sobre como implementar IA em gestão de riscos sem precisar virar a empresa de cabeça para baixo.
O recado dado por Daniela foi claro: não existe uma virada de chave. A IA entra de forma gradual, começando pelas áreas com maior volume de dados e menor tolerância a erro, como compliance regulatório e riscos financeiros. O ponto de partida mais comum é justamente a automação do monitoramento externo, uma vez que o retorno é rápido e o esforço de implementação é menor.
Outro ponto destacado foi a necessidade de integrar IA com o processo humano de tomada de decisão, não substituir. O sistema aponta, prioriza e contextualiza, mas a decisão final continua com o gestor. Essa distinção importa porque evita tanto a resistência interna quanto o erro de confiar cegamente em um modelo sem supervisão.
Por que a websérie foi criada
A websérie nasce de um diagnóstico que a própria empresa identificou entre seus clientes: muitas organizações têm ferramentas de gestão de riscos, mas ainda não construíram uma cultura em torno delas. Usam o sistema para cumprir requisito de auditoria, não como ferramenta de decisão.
A proposta da série é diferente de um treinamento de produto, cada episódio aborda um aspecto da cultura de riscos que vai além do software: como pensar riscos, como comunicar riscos internamente e como usar dados para tomar decisões melhores. A IA no primeiro episódio foi o gancho porque é o tema que mais desperta interesse hoje, mas a série abordará outros temas além desse, como cultura e governança de riscos, riscos emergentes em cadeias de valores digitais, cibersegurança, entre outros.
Para quem o formato foi pensando
Se você trabalha com gestão de riscos, compliance ou qualquer área que precise antever problemas antes que virem crises, essa websérie foi pensada para você. O episódio está disponível no YouTube da SoftExpert, tem cerca de uma hora e não é denso do ponto de vista técnico, podendo ser acompanhado sem ter formação em ciência de dados.
O primeiro episódio cumpriu o que prometeu: trouxe aplicações reais, discutiu obstáculos de implementação e não ficou no campo das promessas genéricas sobre IA. O segundo episódio está marcado para o dia 25 de junho, com inscrições abertas ao público e que podem ser feitas aqui.

