A edição de 2026 da WCQI, Conferência Mundial sobre Qualidade e Melhoria da American Society for Quality (ASQ), aconteceu entre 17 e 20 de maio em Orlando. A SoftExpert marcou presença com estande exclusivo e, à margem do evento, concedeu entrevista à revista americana Quality Digest. A entrevistada foi Kirsten Bohnert, representante da empresa.

Na conversa com o jornalista Jeff Drewer, além de abordar o crescimento da empresa no mercado americano, Bohnert defendeu o argumento que software de gestão de qualidade não é custo de conformidade, é investimento com retorno real. Kristen explicou o desafio de convencer organizações ainda presas ao papel e como o mercado só tem a ganhar com a integração de softwares de qualidade.
E o que ficou mais claro ao longo da conversa é que o maior desafio da SoftExpert não é a concorrência. É mostrar para o mercado de que gestão de qualidade é estratégia de negócio.
Uma plataforma para todos os setores
Trinta anos de existência, mais de três mil clientes e 40 módulos que atravessam setores: automotivo, farmacêutico, ciências da vida, manufatura, serviços. Quando perguntada sobre o que a SoftExpert faz, Bohnert foi curta:
"Não é específico para uma área em particular. Conseguimos atender a todos."
A premissa é que a prática de qualidade segue a mesma lógica em qualquer setor. O contexto muda. O problema, não.
O "imposto" da qualidade
A palavra que surgiu na conversa foi "tax", ou imposto. A leitura da empresa é que o mercado historicamente enxerga software de qualidade como uma obrigação, algo que se paga para estar em conformidade e não para crescer. Bohnert cita um número que explica por que o problema é maior do que parece: mais de 50% das organizações ainda operam com papel.
Parte do trabalho da SoftExpert é convencer esse mercado de que a mudança vale. "É uma maratona, não um sprint", disse Kristen. Clientes que entram engajados podem sentir o ROI em três meses, já outros levam seis e outros nove. A diferença está no quanto a própria empresa se compromete com a implementação, não no produto.
Cultura e adoção
Quando Drewer perguntou o que no software da SoftExpert promove mudança cultural de fato, a resposta de Bohnert foi mais sobre postura do que funcionalidade. A empresa preza por relacionamento e longevidade com seus clientes, a SoftExpert quer usuários que ficam, não só que assinam.
Para isso, dois elementos aparecem como facilitadores concretos: um pacote multilíngue e, cada vez mais, inteligência artificial. "IA é enorme nesse momento. Faz parte da cultura", disse Kristen.
